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Organizações e as Redes Sociais



Por Silvia Oya

As organizações com o intuito de fidelizar os clientes por meio das redes sociais, estão cada vez mais interessadas pela opinião de seus públicos e sobre o que eles falam de seus produtos, serviços ou mesmo da organização nas midias sociais.

Gustavo Zaiantchick em um relato publicado no site Directlabs reforça a importância das informações para fidelização de consumidores por rede social. Ele diz que é por meio da geração de benefícios que sejam evidentes para os consumidores, que se torna possível a fidelizacão deles. No entanto, o primeiro passo para essa fidelização é identificar o que desperta a atenção desse público alvo, quais os tipo de informações são importantes, que tipo de relacionamento eles esperam, o que pode ser um benefício diário para eles, etc.

A partir desse desafio, as organizacões estão utilizando diversas ferramentas para o mapeamento das opiniões inseridas nas midias sociais. Uma ferramenta bem interessante destacada por Marcos Todeschini autor da matéria “No rastro do boca a boca” publicada na revista Epoca Negócios de novembro 2009, é o SCUP, ferramenta lançada pela Direct Labs - empresa Paulista especializada em redes sociais - segundo ele o sistema funciona de forrma semelhante às ferramentas de busca, que ao inserir a palavra desejada, o sistema pesquisa e traz em tempo real os comentários feitos em blogs e redes de relacionamento. Marcos Todeschini destacou como vantagens desta ferramenta a possibilidade de reunir o que foi comentado em variados sites em apenas um arquivo, a partir de um rastreamento realizado minuto a minuto, além de permitir classificar as postagens como positivas ou negativas e criar um banco de dados com o histórico sobre o que foi falado.

A partir dessas informações, as organizações devem se preocupar em como aplicá-las.

Segundo Renato Shirakashi em uma matéria publicada também no site directlabs.com.br/blog destaca que, a melhor maneira de fidelizar clientes de uma rede social é publicando conteúdo relevante que gere valores e que ajude seus cliente de alguma forma. Ele destaca que, em uma rede social direcionada para ter conteúdo publicitário. Ele diz “se você gerar algo que realmente ajude seus clientes de alguma maneira, atravéz do relacionamento entre eles, você tera gerado uma comunidade. E uma comunidade, em geral, já fideliza por natureza. O segredo é gerar valor”.

Diante dessa necessidade das organizações de monitorar as midias sociais e diante da carência de um um profissional que interceda a relação entre consumidor e organização, Cesar Monteiro ressalta em seu texto publicado no site Sinprorp, um novo profissional de relações públicas capaz de, construir e manter relações entre as organizações e seus públicos de interesse, utilizando uma série de benefícios das novas redes virtuais - “cabe somente a ao RP mapear os públicos que deverão ser trabalhados para garantir a real consolidação da marca”. Ele finaliza.


Dessa forma notamos a importancia da profissão relações públicas para as organizações.

História das Relações Públicas

Por Silvia Oya


Segundo o texto “A trajetória das relações públicas nos países do Mercosul: reflexão e pesquisa da atividade” da professora e coordenadora de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo Maria Aparecida Ferrari.

O desenvolvimento das Relações Públicas na América Latina teve como base os modelos e práticas realizados principalmente nos Estados Unidos e em menor grau na França e Inglaterra.

Essa dependência segundo Ferrari é consequência da maneira em que foi inserida a atividade nos países da América Latina.

Entre 1930 à 1960, a industrialização dos países latino-americanos permitiu a vinda das organizações multinacionais de diversos países que trouxeram em suas estruturas hierárquicas o modelo de um departamento de relações públicas, que cuidavam da comunicação interna e externa.

Na primeira metade do século XX as atividades de relações públicas em sua maioria eram realizadas por profissionais desqualificados e de uma maneira isolada.

A partir de 1950, começou a surgir associações que ajudaram a consolidar a profissão de relações públicas na América Latina, através da capacitação dos profissionais que exerciam a atividade, por especialistas estrangeiros que estiveram em diversos países entre 1950 e 1960.

Em 1954 foi criada a ABRP – Associação Brasileira de Relações Públicas que organizou diversos congressos nacionais e internacionais de relações públicas. Teve importante participação na fundação da Fiarp – Federação Interamericana de Associações de Relações Públicas.

O Brasil devido a sua trajetória e por sua história, é considerado pioneiro frente aos outros países da América Latina na prática das relações públicas.

Em 1940 a Fundação Getúlio Vargas, o Idort e a PUC/RJ, promoveram cursos com o intuito de capacitar os profissionais que atuavam na área de relações públicas. Dentre os que participaram desses cursos, surgiu um grupo que em 1950, fundou a ABRP - Associação Brasileira de Relações Públicas, entidade que contribuiu com desenvolvimento da atividade no Brasil.

Em 11 de dezembro de 1967 foi criada pelo governo a lei no. 5.377, que disciplinou o exercício da profissão de relações pública. O Brasil foi o primeiro a adotar uma legislação específica sobre Relações Públicas. Nesse mesmo ano a Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo fundou o primeiro curso superior universitário de relações públicas.

A partir dos anos de 1980, as relações públicas no Brasil, passou por um grande avanço devido as transformações econômicas e principalmente a abertura política; devido ao crescimento das assessorias e agências de comunicação e por fim o desenvolvimento da produção científica.

Os anos 1990 foram brindados com o movimento denominado Parlamento Nacional de Relações Públicas, liderado pelo Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp), entre 1993 a 1997. O Parlamento Nacional foi o primeiro espaço de análise sobre o conceito e as funções das relações públicas e do papel do mercado nesse cenário.

Dessa forma, o século XX terminou com uma grande influência da globalização e do avanço da tecnologia, que avançou os processos organizacionais, acelerando a transmissão de dados e informações. Essas influências proporcionaram o desenvolvimento de ferramentas eletrônicas de comunicação nas empresas, assim como novas áreas de atuação, abrindo novos espaços para os profissionais de relações públicas.

A atividade de relações públicas, no Brasil, passa por uma crise de identidade, pois uma grande parcela dos profissionais é contra a manutenção da regulamentação da profissão, uma vez que, ao longo dos anos, ela atuou muito mais como um entrave do que uma alavanca para a prática de relações públicas.

No entanto cabe aos atuais e aos futuros profissionais de relações públicas, refletir bastante sobre assunto, além de exercer a atividade de forma eficaz e competente para que nossa profissão seja mais reconhecida como uma atividade de grande importância para o desenvolvimento das organizações.

Silvia Oya

Tenho 26 anos, ingressei no curso de Relações Públicas com o intuito de trabalhar no terceiro setor e por ser uma profissão que nos dá oportunidade de atuar em diversas áreas.
Minhas primeiras experiências profissionais foram no Japão onde tive a oportunidade de trabalhar na SONY com treinamento de funcionários durante 5 anos. Já no Brasil trabalhei como estagiária em um setor de eventos da agência de Relações Públicas da Universidade Metodista, onde conheci um pouco da rotina desta área e atualmente trabalho como propagandista de um laboratório farmacêutico.Em todas as experiências, tive e tenho, muito contato com o público que me ajuda a ter facilidade no relacionamento interpessoal.
Gosto de conhecer pessoas e culturas diferentes, sou dedicada, responsável, tenho um perfil analítico, amigável e um pouco intuitivo.
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